Porque sentar no balcão?

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Este é um post escrito pelo meu amigo querido João Morandi

Boa parte das pessoas pensam que o bartender serve à indústria do entretenimento.

É bem verdade que boa parte do que fazemos, inclusive se consideramos a mixologia como um ramo da gastronomia, é entreter papilas gustativas e proporcionar boas experiências sensoriais, especialmente de gostos balanceados e sabores complexos e elegantes.Mas em se tratando de experiência, a que mais encanta e a que tem o poder de transformar todas as outras, inclusive as experiências gustativas, é a experiência social.

Por isso, gosto de dizer que servimos, principalmente, à indústria da hospitalidade. Como diria meu amigo Thiago Ceccotti “não existe cocktail ruim se ele tem uma bela história”. E fica bem óbvio para nós, bartenders, após anos de atendimento no balcão que, preparar o cliente para apreciar um cocktail é um processo que leva a palavra libação diretamente ao seu significado mais sublime e místico: derramar uma bebida por puro deleite em ação ritualística. A história que antecede um bom cocktail o torna ainda mais interessante, paramenta o cliente com cultura instantânea, fazendo-o perceber cada soberbo detalhe como se fosse um experiente crítico. É claro que a história sozinha não salva um cocktail, mas a apreciação pré bicada, o pano de fundo, a atmosfera que se oferece às pessoas antes da apreciação de facto dos próximos componentes subsequentes é absolutamente imprescindível. Para que eu não seja acusado de romântico, vai aqui alguma ciência que me ajuda a ser um sonhador cum laude.

No seu livro Craft Cocktails At Home, o especialista Kevin Liu nos explica porque preparar e preparar-se para provar algo é tão interessante (a tradução é minha, mas a verdade é dele). O exemplo dele é com vinho, mas pode ser transbordada para outros tipos de bebidas alcoólicas. Aqui, usamos para o que nos interessa: COCKTAILS!

“Enquanto o vinho está do lado de fora da boca, visão e olfato engatilham o corpo para uma experiência gastronômica. O pâncreas libera hormônios digestivos e glândulas salivares liberam saliva (ele gosta de ser redundantemente enfático. Deixa ele). Saliva é uma mistura salgada de água e proteínas. Isto significa que, prestar atenção a uma bebida pode, de fato, fazer com que ela se torne mais gostosa, porque saliva contém mucinas salivares, proteínas que a tornam mais viscosa e melhoram a textura. A atenção também amplifica a percepção. A escolha consciente de focar em uma bebida engatilham o córtex pré-frontal do cérebro para direcionar o bulbo olfativo e o tálamo para possibilitar maior recepção sensorial em outras regiões do cérebro tal qual a amígdala (área responsável por respostas emocionais) e o hipocampo (área responsável por formar memórias de longo prazo das experiências)”

Genial, não? Vamos entender o que o Kevin Liu disse aqui. Preparar-se para beber algo, assim como para comer, melhora a textura da saliva, o que melhora a textura do que vai ser ingerido. Receber estímulos olfativos e visuais amplifica a percepção e ativa partes do seu cérebro que vão permitir respostas emocionais mais completas e criação de uma bela lembrança de longo prazo desta experiência. Uau! Onde eu assino?

Preciso explicar ainda porque sentar-se no balcão e ter um tête-à-tête com seu bartender preferido podem fazer sua experiência exponencialmente mais rica? O balcão tem histórias, cores, sabores, aromas, interações sociais, tato, textura e mais um milhão de possibilidades para tornar suas experiências em transformadoras.

No balcão, você nunca está sozinho.

Receitas Clássicas

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LEARN

Foto: Martha Holmberg

Este texto é uma tradução de um artigo publicado por gaz regan.
Acredito que é um bom resumo para toda minha série sobre coqueteis clássicos.
Além de pavimentar argumentações futuras.

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Frequentemente recebo emails de bartender chateados quando veem alguém executando um coquetel específico com uma receita própria, ao invés da receita original.

Recentemente um bartender me disse que não suportava quem fazia Mai Tais com outros rums que não fossem da marca que Trader Vic utilizou para criar o coquetel: Wray & Nephew.

“Espero que você utilize o 17 anos”, foi a minha resposta.
Era este o utilizado para a receita original e o único lugar que você pode encontrá-lo atualmente é no Merchant Hotel de Belfast. Um Mai Tai feito ali com este rum custará 450 libras esterlinas.

Não há muito tempo ouvi de outro bartender que um Negroni que não fosse feito com partes iguais não era um Negroni. Insisto em discordar.

Já tratei com este assunto tantas vezes que estou cansado dele, mas estou convencido que sou um dos poucos fartos, então digo novamente:

Primeiro, não existe uma agencia regulamentando nomes, receitas e outros. Além disto acredito que estariamos nos fazendo um favor em buscar o caminho junto ao mundo culinário. A final, chefs e bartenders fazem parte do mundo de seguir ou criar receitas, certo?

Se um chef faz um molho Béarnaise, você acha que ele busca saber como Jules Colette, o chef que criou a receita em Paris no século XIX, fazia seu Béarnaise?
Claro que não. Você reclama quando sua torta de batata vem sem ervilhas por que sua mãe sempre colocava ervilhas? Aposto que não!

Para dar um exemplo do mundo dos coquetéis, vamos olhar para o Cosmopolitan.
Cheryl Cook, a mulher que inventou o coquetel em 1985, fazia com “Absolut Citron, um splash de triple sec, uma gota de Rose’s lime juice e cranberry suficiente para deixar o coquetel ‘bem rosinha.'”

Toby Cecchine e Dale DeGroff modificaram a receita de Cheryl, removeram o Rose’s lime juice e colocaram suco de limão no lugar, ao invés de um triple sec genérico utilizavam Cointreau. Ainda é um Cosmopolitan?

Acredito ser muito importante, quando possível, descobrir como os coqueteis era feitos originalmente. Mas muitos bartenders, acredito, gostam de colocar seu próprio toque pessoal nos clássicos, não entremos em minúcias. Você não adora ir ao Tommy’s tomar uma Margarita por que eles tem sua própria versão especial dela? E continua sendo uma Margarita, não é mesmo?

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Divirtam-se.
Saúde!

PS: Adoro uma Blue Margarita. ;)

Dons of Tequila – Jose Cuervo

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DoT

Clique na imagem e inscreva-se!

A Jose Cuervo está à procura da próxima lenda da coquetelaria.

Já está participando da seleção #DonsOfTequilaBrasil?

Crie seu coquetel e inscreva-se até 13/05 pelo site www.donsoftequila.com

Será que você é capaz de ser o próximo Don, criando um coquetel que entre para a história? Transforme o universo da coquetelaria! Faça como Don Carlos Herrera, que em 1938 serviu a primeira Margarita.

Esse é o desafio que a famosa marca de tequila, Jose Cuervo, está propondo para bartenders e apaixonados por coquetelaria ao redor do mundo. A seleção, que está acontecendo simultaneamente em 17 países, vai revelar o próximo Don Of Tequila.

A primeira etapa da seleção vai eleger um nome para representar o Brasil no México, em uma viagem com tudo pago para disputar o título de Don Of Tequila. Além de ter seutalento reconhecido mundialmente, esse representante estará a um passo de poder cultivar seu próprio agave, criar um blend exclusivo e receber 500 garrafas dessa produção particular, com direito a rótulo personalizado!

Para participar, basta criar um jeito inovador de beber tequila, usando a Jose Cuervo Silver, para receitas de drink, ou a Jose Cuervo Gold, para coquetéis de shot.

Acesse o site, inspire-se nos verdadeiros heróis da Tequila e crie sua receita inovadora.

Entre para a história com Jose Cuervo!

Alexander – Projeto Coqueteis Clássicos

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Foto: smallscreennetwork.com

Alexander é um coquetel de 100 anos. Inventado antes da proibição americana.

É o último classico do Projeto e um excelente coquetel de sobremesa.

É o primeiro coquetel em que vamos utilizar derivados de leite.

Assim como coqueteis com ovo e coqueteis com muito açúcar, a gordura do leite dificulta a absorção do álcool pelo organismo, retardando o processo e ocasionalmente dando o efeito de “bateutudodeumavezeeupasseimal”. Cuidado!

Também como o ovo, o creme de leite acaba por mascarar alguns sabores do coquetel, mas também agrega uma deliciosa textura cremosinha. Quem não gosta?

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Alexander é:

1. Gin;

2. Créme de Cacau;

3. Creme de leite;

4. Servido em taça previamente resfriada.

2. INGREDIENTES:

1. Gin: London Dry Gin. Existe também o Brandy Alexander, se for utilizar outro destilado garanta que o sabor é bem presente para não se perder na cremosidade;

2. Créme de Cacau: Licores Créme são aqueles que tem mais de 40% de açúcar (400g/L) e não licores com creme de leite. Procure um licor de cacau que entregue bem este sabor. Créme de Cacau não é licor de chocolate, nem calda de chocolate, nem nutela;

3. Creme de leite: Por ser muito gorduroso e dar uma textura extremamente gordurosa (sim é quase só gordura), é necessário regular com leite. O famoso half-and-half *(ler: réfenréfe). Não, este coquetel não usa leite condensado, nem sorvete. Amém;

4. Servido em taça previamente resfriada: Simples assim.

3. Receita

ALEXANDER

3 parte London Dry Gin

2 parte Créme de Cacau

2 parte de half-and-half

Garnish: Noz-moscada ralada

Bata vigorosamente para misturar, diluir e aerar o coquetel. Sirva na taça resfriada e enfeite com noz-moscada ralada.

4. Considerações Finais

Como dito anteriormente, o creme de leite e sua gordura dão uma cremosidade agradável ao coquetel, contudo mascaram alguns sabores e retardam o efeito de absorção do alcoól.

Note como este coquetel é cremoso, docinho e elegante. E não precisou de utilizar nenhum ingrediente vil.

A noz-moscada ajuda no aroma do coquetel. E como já vimos, aroma agrega sabor.

Então é isso, espero que está sobremesa alcoólica feche nossa viagem pelos coqueteis clássicos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

*Half-and-half

1 parte de creme de leite (fresco)

1 parte de leite integral

Agite em um recipiente até misturar. Tente atingir 12% de gordura, basta fazer algumas contas com a informação nutricional dos insumos.

Leia também sobre outros coqueteis clássicos:

Old Fashioned – Projeto Coqueteis Clássicos

Mint Julep – Projeto Coqueteis Clássicos

Manhattan – Projeto Coqueteis Clássicos

Dry Martini – Projeto Coqueteis Clássicos

Daiquiri – Projeto Coqueteis Clássicos

Caipirinha – Projeto Coqueteis Clássicos

Margarita – Projeto Coqueteis Clássicos

Sidecar – Projeto Coqueteis Clássicos

Whisky Sour – Projeto Coqueteis Clássicos

Cosmopolitan – Projeto Coqueteis Clássicos

Tom Collins – Projeto Coqueteis Clássicos

Mojito – Projeto Coqueteis Clássicos

Gin Tônica – Projeto Coqueteis Clássicos

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Gin Tônica – Projeto Coqueteis Clássicos

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Acredite ou não está foto não foi patrocinada.

O Gin Tônica é um de muitos coqueteis simples e deliciosos conhecidos como Highballs.

Contudo, como todo coquetel clássico, sua simplicidade é sua perdição.

Seja por culpa de um gelo ruim, um copo do tamanho errado, tônica quente ou um Gin de péssima qualidade este coquetel simples é, em geral, mal feito.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Highball é:

1. Destilado;

2. Bebida não-alcoólica;

3. Limão (opcional);

4. Servido em copo longo com gelo.

2. INGREDIENTES:

1. Destilado: No caso do Gin Tônica usa-se um bom London Dry Gin. Lembre-se sempre que um coquetel feito com ingredientes de baixa qualidade será um coquetel de baixa qualidade;

2. Bebida não-alcoólica: No caso do Gin Tônica usa-se água tônica. Leia sempre os ingredientes e procure por uma água tônica que use quinino de verdade. Quinino é o composto natural que dá o amargor e sabor característico da tônica e a deixa brilhando na luz negra. Como todo mundo gosta de uma bebida que pisca, procure uma tônica que tenha de fato quinino.;

3. Limão: limão tahiti é o limão mais comum em highballs. Usado muitas vezes de garnish pode ser parte da receita também;

4. Servido em copo longo com gelo: O gelo do copo é novo e o mais inteiro e seco possível.

3. Receita

GIN TÔNICA

1 partes de Gin

1/8 parte de limão (opcional)

3 partes de Água Tônica

Garnish: 1 gomo de limão

Em um copo (previamente gelado) completo com gelo e adicione os ingredientes (gelados) na ordem descrita. Misture levemente para integrar o refrigerante ao destilado.

4. Considerações Finais

É de total importância a temperatura neste coquetel. Como o coquetel é montado direto no copo o gelo não tem muita motivação para resfriar a bebida.

E o primeiro gole de um coquetel é sempre importantíssimo!

Outro motivo para ter sua tônica gelada é que o gás carbônico dissolve melhor em baixas temperaturas. Ou seja, mais bolhas pro seu coquetel.

Só jogue o limão no copo se você já o tiver espremido.

Não faça seu cliente ter que pescar o limão para espremer…

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

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Tom Collins – Projeto Coqueteis Clássicos

Mojito – Projeto Coqueteis Clássicos

Mojito – Projeto Coqueteis Clássicos

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Coquetel por João Morandi.

Nada mais refrescante que um Mojito bem feito!
O Mojito nada mais é que um Rum Collins com hortelã.
Contudo, como todo coquetel clássico, sua simplicidade é sua perdição.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Mojito é:

1. Rum;

2. Açúcar;

3. Limão;

4. Água com gás;

5. Hortelã;

6. Servido em copo longo com gelo.

2. INGREDIENTES:

1. Rum: Um rum branco leve como Bacardi Superior funciona muito bem, sem dificultar os leves sabores da hortelã a aparecerem;

2. açúcar: presente na forma de simple syrup;

3. Limão: limão tahiti, assim como no Daiquiri;

4. Água com gás: Quanto mais gelada sua água com gás mais bolhas ela terá. Para coqueteis carbonatados prefiro uma água gaseificada artificialmente por ter mais bolhas que as naturais;

5. Hortelã: Trazem frescor e refrescância ao coquetel;

5. Servido em copo longo com gelo: O gelo do copo é novo, não é o que foi utilizado para bater.

3. Receita

MOJITO

4 partes de Rum branco

2 parte de limão tahiti

1 parte de Simple Syrup

2 partes de água gasosa

12 folhas de hortelã

Garnish: Ramos de hortelã

Coloque o Simple Syrup no fundo de um copo longo resfriado, adicione o hortelã e pressione gentilmente*.

A seguir os outros ingredientes e misture, complete o copo com gelo e misture mais.

Ao misturar tente espalhar as folhas de hortelã pelo copo.

Complete com água gasosa e misture novamente, para integrar a água ao coquetel.

Coloque um canudo e, o mais próximo possível deste, diversos ramos de hortelã previamente “acordados” com um leve tapinha.

4. Considerações Finais

Note novamente a importância do garnish. O aroma do hortelã elava todo o coquetel, trazendo as elegantes notas de hortelã para o paladar.

Caso seu hortelã não apareça nos sabores do coquetel você estará servindo um Rum Collins… e não é isto que o seu cliente quer, não é mesmo?

Use sempre hortelãs frescas e um garnish aromático para complementar.

Esta regra vale para todas as ervas que você for utilizar em coqueteis.

Evite macerar o hortelã juntamente com o limão, caso opte por macerar o limão.
Evite também macerar o hortelã com açúcar cristal, isto irá rasgar as folhas e deixar seu coquetel com aparência e sabor de salada.

Em caso de dúvida use a imagem do início do texto como referência visual.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

* Bem gentilmente, quase um carinho.

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Cosmopolitan – Projeto Coqueteis Clássicos

Tom Collins – Projeto Coqueteis Clássicos

Tom Collins – Projeto Coqueteis Clássicos

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Foto: Liquor.com

Tom Collins é provavelmente o primeiro coquetel com água gasosa.
É um coquetel incrível que tem como base um sour que é alongado com bolhas.

A história da carbonatação começa em 1767 com J.Priestley e entra em escala industrial em 1783 com a fundação da empresa Schweppes.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Collins é:

1. Destilado;

2. Açúcar;

3. Limão;

4. Água com gás;

5. Servido em copo longo com gelo.

2. INGREDIENTES:

1. Destilado: O seu favorito, no caso do Tom Collins use Gin, um London Dry Gin está ótimo;

2. açúcar: presente na forma de simple syrup;

3. Limão: limão siciliano funciona muito bem com a maioria dos destilados neste caso;

4. Água com gás: Quanto mais gelada sua água com gás mais bolhas ela terá. Para coqueteis carbonatados prefiro uma água gaseificada artificialmente por ter mais bolhas que as naturais;

5. Servido em copo longo com gelo: O gelo do copo é novo, não é o que foi utilizado para bater.

3. TÉCNICA (e receita)

TOM COLLINS

4 partes de Gin

2 partes de limão siciliano

1 parte de simple syrup

2~4 partes de água gasosa

Agite tudo, menos a água com gás!, coloque a água com gás na coqueteleira e coe para um copo longo cheio de gelo, cheio mesmo! até a borda!

Enfeite com zest de limão e uma cereja.

4. Considerações Finais

Um coquetel simples e refrescante. Experimente com a receita, mas para o meu paladar a melhor é o coquetel batido e feito com limão siciliano.

Enfeite com os óleos aromaticos do limão e a cerejinha é pra dar um charme, além de ser um identificador visual do Tom Collins.

Não utilize refrigerantes neste coquetel antes de provar a versão que aqui apresento.

Club Soda (a Schweppes faz uma excelente) nada mais é que uma água gaseificada com alguns minerais adicionados. Para algumas pessoas ela tem um paladar mais limpo que as águas gasosas. Experimente e encontre a sua favorita.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

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Cosmopolitan – Projeto Coqueteis Clássicos

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cosmoCosmopolitan, o último clássico do século XX. O coquetel que iniciou a nova era da coquetelaria.

Este famoso coquetel segue as linhas de outros clássicos como Sidecar e Margarita e se bem feito tem um paladar mais seco com sabores elegantes. Não se engane pela cor ou pela taça.

O Cosmopolitan como conhecemos hoje é produto da nova era de coquetelaria popularizada em 1996 por Dale DeGroff. Sucos frescos e produtos premium são o que diferenciam este coquetel do que foi inventado na década de 1980 por Cheryl Cook.
A adição de Cointreau no lugar de licor de laranja barato e de suco de limão fresco no entanto foi ideia de Toby Cecchini.

Sem mais delongas

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Cosmopolitan é:

1. Vodka;

2. licor de laranja;

3. Limão;

4. Suco de Cranberry;

5. Servido em taça resfriada.

2. INGREDIENTES:

1. Vodka: Uma boa vodka, não há necessidade de utilizar uma vodka de limão;

2. licor de laranja: Novamente, produtos de qualidade geram coqueteis de qualidade;

3. Limão: limão tahiti adiciona o frescor necessário e contrasta bem com o licor de laranja;

4. Suco de Cranberry: O cranberry é uma fruta típica dos países do norte, tem sabor azedo e é difícil de encontrar no Brasil na forma de fruta. Como todo suco é composto basicamente por água, açúcar, concentrado e acído cítrico. Evite sucos que tenham adições de outras frutas como maçã, uva ou romã, basta ler o rótulo.

5. Servido em taça resfriada.

3. TÉCNICA (e receita)

COSMOPOLITAN

2 parte de Vodka

2 parte de licor de laranja

2 parte de suco de cranberry

1 parte de suco de limão

Agite e coe para uma taça previamente resfriada. Enfeite com zest de laranja flambado*.

4. Considerações Finais

A receita comum, feita com mais vodka do que licor de laranja é extremamente seca e não me agrada. Esta receita, com a mesma proporção de vodka para licor entrega um coquetel equilibrado, com menor teor alcoólico e mais sabores frutados.

Ajuste sua receita para a marca de suco e licor que for utilizar. Esta proporção é muito simples de lembrar, praticamente partes iguais (2:2:2:1).

O zest flambado ajuda também a entregar um sabor mais fresco e suave ao coquetel.
Quando bem feito esta técnica além de chamar atenção dos clientes contribui para o visual e sabor da bebida.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

* Como flambar um zest de laranja:

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Sidecar – Projeto Coqueteis Clássicos

Whisky Sour – Projeto Coqueteis Clássicos

Whisky Sour – Projeto Coqueteis Clássicos

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WSour2

Embora todos os coqueteis feitos no estilo sour até agora tenham um nome específico existe a possibilidade de pedir um Pisco Sour, um Cachaça Sour e qualquer destilado com o serviço sour.

Este serviço é o que diferencia um Daiquiri de um Rum Sour, por exemplo.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Sour é:

1. Destilado;

2. Açúcar;

3. Limão;

4. Clara de ovo;

5. Bitters

6. Servido em taça resfriada.

2. INGREDIENTES:

1. Destilado: Seu destilado favorito;

2. Açúcar: Na forma de Simple Syrup;

3. Limão: Em geral limão siciliano, mas limão tahiti combina muito bem com destilados não envelecidos;

4. Clara de ovo: Não se preocupe com salmonela. Utilize sempre ovos frescos (veja a “fabricação” do ovo no pente), acondicionados na geladeira e de preferência “orgânicos” (de granjas que criam as galinhas soltas). A clara de ovo é emulsificada ao ser agitada e agrega uma deliciosa textura aerada ao coquetel. Além disso, a clara de ovo suaviza os sabores do coquetel. Não se preocupe, existe clara de ovo “crua” em várias receitas de doces.

5. Bitters: Em geral utilizado como decoração para que não aconteça um possível “cheiro de ovo” no seu coquetel. Sinta-se à vontade para colocar também no coquetel.

6. Servido em taça resfriada: O gelo pode acabar destruindo a espuma criada com a clara de ovo, portanto prefiro servir sem gelo.

3. TÉCNICA (e receita)

WHISKY SOUR

4 partes Blended Scotch Whisky

(ou seu destilado favorito)

2 partes de limão siciliano

1 parte de simple syrup

1 parte de clara de ovo*

Comece com a clara de ovo, verifique se o ovo está bom e se não há cascas de ovo na coqueteleira.

O álcool e o ácido (do suco cítrico) quebram as proteínas da clara e o açúcar as recompõe. 

Sendo assim, adicione o destilado e o cítrico às claras e faça um shake sem gelo (dry shake), isto irá emulsificar a clara. Adicione o açúcar e faça mais um shake sem gelo.

(Ou adicione todos os ingredientes e faça um dry shake)

Gele o coquetel com um rápido shake (com gelo). A diluição estraga a textura obtida anteriormente.

Coe o coquetel para sua taça resfriada e decore com gotas de bitter.

Depois de tanto trabalho aproveite esta deliciosa mistura com textura de nuvens.

4. Considerações Finais

Não tema as claras de ovo. Um ovo fresco e bem feito em um coquetel feito com técnica e responsabilidade adiciona uma textura excepcional aos seus coqueteis.

Gosto dos meus Whisky Sours feitos com Whisky (Scotch).
Sinta-se à vontade para fazer os seus com WhiskEy e confirme com seu cliente qual marca ele prefere (uma maneira esperta de gerar conversa e saber se ele gosta mais de Scotch ou Bourbon).

Perfeccione sua técnica de guarnição fazendo belas artes com bitters sobre a espuma do coquetel.**

E sempre lave suas coqueteleiras com água fria após utilizar ovos. Você não vai querer ovos cozidos na sua coqueteleira não é mesmo?

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

* Como utilizar claras de ovo em um coquetel:

Ponto pras mãos lavadas após manusear o ovo.

**Seja criativo e faça belos desenhos com seus bitters sobre sua espuma:

Foto: Honestlyyum

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Caipirinha – Projeto Coqueteis Clássicos

Margarita – Projeto Coqueteis Clássicos

Sidecar – Projeto Coqueteis Clássicos

Manhattan Cocktail: part III – The Templates Project: Classics

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VieuxWe’ve already seen how to make a goddamn good Manhattan and how to put little twists to it, changing and matching spirits with fortfied wines and bitters.

The third part of every classic studied will be the breaking point where based upon the classic I’ll build observations to where the cocktail concept in case can be stretched to.

Being a spirit driven cocktail the Manhattan is meant to enhance the best in a spirit and brand.
A Manhattan-style cocktails, like the OFs can be fancied by adding a touch of accents (usually liqueurs).

Two examples are

VIEUX CARRÉ

3 parts Cognac

3 parts Bourbon

3 parts Sweet Vermouth

1 part Benedictine

2 ds Creole-style bitters

2ds Aromatic bitters

Stir & Strained into rocks glass.

Besides being a Fancy-Manhattan this cocktail uses the Vermouth Golden Ratio.

EL PRESIDENTE

6 parts Bacardi superior

3 parts Dry Vermouth

1 part Grand Marnier

Stir & Strained into chilled cocktail glass.

This recipe for the El Presidente is really awesome and the Grand Marnier gives a lovely chocolate-y note to this Dry Martini styled gem.

Merging the VGR with the Manhattan template we have the

Manhattan Golden Ratio

6 parts Spirit

3 parts Wine

1 part Liqueur

Optional bitters

And now the path to some great modifications is laid.

You can manage to make really elegant and soft cocktails by using a fine wine instead of fortified & aromatic vermouth.

Take for instance Mr.Difford’s

Left Bank Martini

6 parts Gin

3 parts Suvignon Blanc

2 parts Elderflower Liqueur

Shake & strained into chilled cocktail glass. Lemon oils.

Although being right on my face I didn’t considered until this very moment to change vermouth for a non-fortifed wine.

Sherry & Port are the usual, but a good wine with nice tasting notes can be used to implement a nice aperitif style cocktail too.

Talking about enhancing wine/vermouth notes, let’s not forget the Reversed-ratio cocktails.

One good example is this Martinez-like example

Martinez

MARTIN FILS

6 parts Sweet Vermouth

3 parts Grey Goose L’Orange

1 part Maraschino 

1 ds Aromatic bitters

Stirred & strained into chilled glass.

Having reached so far I hope to see you soon, in the last post about the Manhattan cocktail!
Saúde!

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