Alexander – Projeto Coqueteis Clássicos

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Foto: smallscreennetwork.com

Alexander é um coquetel de 100 anos. Inventado antes da proibição americana.

É o último classico do Projeto e um excelente coquetel de sobremesa.

É o primeiro coquetel em que vamos utilizar derivados de leite.

Assim como coqueteis com ovo e coqueteis com muito açúcar, a gordura do leite dificulta a absorção do álcool pelo organismo, retardando o processo e ocasionalmente dando o efeito de “bateutudodeumavezeeupasseimal”. Cuidado!

Também como o ovo, o creme de leite acaba por mascarar alguns sabores do coquetel, mas também agrega uma deliciosa textura cremosinha. Quem não gosta?

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Alexander é:

1. Gin;

2. Créme de Cacau;

3. Creme de leite;

4. Servido em taça previamente resfriada.

2. INGREDIENTES:

1. Gin: London Dry Gin. Existe também o Brandy Alexander, se for utilizar outro destilado garanta que o sabor é bem presente para não se perder na cremosidade;

2. Créme de Cacau: Licores Créme são aqueles que tem mais de 40% de açúcar (400g/L) e não licores com creme de leite. Procure um licor de cacau que entregue bem este sabor. Créme de Cacau não é licor de chocolate, nem calda de chocolate, nem nutela;

3. Creme de leite: Por ser muito gorduroso e dar uma textura extremamente gordurosa (sim é quase só gordura), é necessário regular com leite. O famoso half-and-half *(ler: réfenréfe). Não, este coquetel não usa leite condensado, nem sorvete. Amém;

4. Servido em taça previamente resfriada: Simples assim.

3. Receita

ALEXANDER

3 parte London Dry Gin

2 parte Créme de Cacau

2 parte de half-and-half

Garnish: Noz-moscada ralada

Bata vigorosamente para misturar, diluir e aerar o coquetel. Sirva na taça resfriada e enfeite com noz-moscada ralada.

4. Considerações Finais

Como dito anteriormente, o creme de leite e sua gordura dão uma cremosidade agradável ao coquetel, contudo mascaram alguns sabores e retardam o efeito de absorção do alcoól.

Note como este coquetel é cremoso, docinho e elegante. E não precisou de utilizar nenhum ingrediente vil.

A noz-moscada ajuda no aroma do coquetel. E como já vimos, aroma agrega sabor.

Então é isso, espero que está sobremesa alcoólica feche nossa viagem pelos coqueteis clássicos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

*Half-and-half

1 parte de creme de leite (fresco)

1 parte de leite integral

Agite em um recipiente até misturar. Tente atingir 12% de gordura, basta fazer algumas contas com a informação nutricional dos insumos.

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Caipirinha – Projeto Coqueteis Clássicos

Margarita – Projeto Coqueteis Clássicos

Sidecar – Projeto Coqueteis Clássicos

Whisky Sour – Projeto Coqueteis Clássicos

Cosmopolitan – Projeto Coqueteis Clássicos

Tom Collins – Projeto Coqueteis Clássicos

Mojito – Projeto Coqueteis Clássicos

Gin Tônica – Projeto Coqueteis Clássicos

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Gin Tônica – Projeto Coqueteis Clássicos

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Acredite ou não está foto não foi patrocinada.

O Gin Tônica é um de muitos coqueteis simples e deliciosos conhecidos como Highballs.

Contudo, como todo coquetel clássico, sua simplicidade é sua perdição.

Seja por culpa de um gelo ruim, um copo do tamanho errado, tônica quente ou um Gin de péssima qualidade este coquetel simples é, em geral, mal feito.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Highball é:

1. Destilado;

2. Bebida não-alcoólica;

3. Limão (opcional);

4. Servido em copo longo com gelo.

2. INGREDIENTES:

1. Destilado: No caso do Gin Tônica usa-se um bom London Dry Gin. Lembre-se sempre que um coquetel feito com ingredientes de baixa qualidade será um coquetel de baixa qualidade;

2. Bebida não-alcoólica: No caso do Gin Tônica usa-se água tônica. Leia sempre os ingredientes e procure por uma água tônica que use quinino de verdade. Quinino é o composto natural que dá o amargor e sabor característico da tônica e a deixa brilhando na luz negra. Como todo mundo gosta de uma bebida que pisca, procure uma tônica que tenha de fato quinino.;

3. Limão: limão tahiti é o limão mais comum em highballs. Usado muitas vezes de garnish pode ser parte da receita também;

4. Servido em copo longo com gelo: O gelo do copo é novo e o mais inteiro e seco possível.

3. Receita

GIN TÔNICA

1 partes de Gin

1/8 parte de limão (opcional)

3 partes de Água Tônica

Garnish: 1 gomo de limão

Em um copo (previamente gelado) completo com gelo e adicione os ingredientes (gelados) na ordem descrita. Misture levemente para integrar o refrigerante ao destilado.

4. Considerações Finais

É de total importância a temperatura neste coquetel. Como o coquetel é montado direto no copo o gelo não tem muita motivação para resfriar a bebida.

E o primeiro gole de um coquetel é sempre importantíssimo!

Outro motivo para ter sua tônica gelada é que o gás carbônico dissolve melhor em baixas temperaturas. Ou seja, mais bolhas pro seu coquetel.

Só jogue o limão no copo se você já o tiver espremido.

Não faça seu cliente ter que pescar o limão para espremer…

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

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Mojito – Projeto Coqueteis Clássicos

Mojito – Projeto Coqueteis Clássicos

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Coquetel por João Morandi.

Nada mais refrescante que um Mojito bem feito!
O Mojito nada mais é que um Rum Collins com hortelã.
Contudo, como todo coquetel clássico, sua simplicidade é sua perdição.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Mojito é:

1. Rum;

2. Açúcar;

3. Limão;

4. Água com gás;

5. Hortelã;

6. Servido em copo longo com gelo.

2. INGREDIENTES:

1. Rum: Um rum branco leve como Bacardi Superior funciona muito bem, sem dificultar os leves sabores da hortelã a aparecerem;

2. açúcar: presente na forma de simple syrup;

3. Limão: limão tahiti, assim como no Daiquiri;

4. Água com gás: Quanto mais gelada sua água com gás mais bolhas ela terá. Para coqueteis carbonatados prefiro uma água gaseificada artificialmente por ter mais bolhas que as naturais;

5. Hortelã: Trazem frescor e refrescância ao coquetel;

5. Servido em copo longo com gelo: O gelo do copo é novo, não é o que foi utilizado para bater.

3. Receita

MOJITO

4 partes de Rum branco

2 parte de limão tahiti

1 parte de Simple Syrup

2 partes de água gasosa

12 folhas de hortelã

Garnish: Ramos de hortelã

Coloque o Simple Syrup no fundo de um copo longo resfriado, adicione o hortelã e pressione gentilmente*.

A seguir os outros ingredientes e misture, complete o copo com gelo e misture mais.

Ao misturar tente espalhar as folhas de hortelã pelo copo.

Complete com água gasosa e misture novamente, para integrar a água ao coquetel.

Coloque um canudo e, o mais próximo possível deste, diversos ramos de hortelã previamente “acordados” com um leve tapinha.

4. Considerações Finais

Note novamente a importância do garnish. O aroma do hortelã elava todo o coquetel, trazendo as elegantes notas de hortelã para o paladar.

Caso seu hortelã não apareça nos sabores do coquetel você estará servindo um Rum Collins… e não é isto que o seu cliente quer, não é mesmo?

Use sempre hortelãs frescas e um garnish aromático para complementar.

Esta regra vale para todas as ervas que você for utilizar em coqueteis.

Evite macerar o hortelã juntamente com o limão, caso opte por macerar o limão.
Evite também macerar o hortelã com açúcar cristal, isto irá rasgar as folhas e deixar seu coquetel com aparência e sabor de salada.

Em caso de dúvida use a imagem do início do texto como referência visual.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

* Bem gentilmente, quase um carinho.

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Tom Collins – Projeto Coqueteis Clássicos

Tom Collins – Projeto Coqueteis Clássicos

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Foto: Liquor.com

Tom Collins é provavelmente o primeiro coquetel com água gasosa.
É um coquetel incrível que tem como base um sour que é alongado com bolhas.

A história da carbonatação começa em 1767 com J.Priestley e entra em escala industrial em 1783 com a fundação da empresa Schweppes.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Collins é:

1. Destilado;

2. Açúcar;

3. Limão;

4. Água com gás;

5. Servido em copo longo com gelo.

2. INGREDIENTES:

1. Destilado: O seu favorito, no caso do Tom Collins use Gin, um London Dry Gin está ótimo;

2. açúcar: presente na forma de simple syrup;

3. Limão: limão siciliano funciona muito bem com a maioria dos destilados neste caso;

4. Água com gás: Quanto mais gelada sua água com gás mais bolhas ela terá. Para coqueteis carbonatados prefiro uma água gaseificada artificialmente por ter mais bolhas que as naturais;

5. Servido em copo longo com gelo: O gelo do copo é novo, não é o que foi utilizado para bater.

3. TÉCNICA (e receita)

TOM COLLINS

4 partes de Gin

2 partes de limão siciliano

1 parte de simple syrup

2~4 partes de água gasosa

Agite tudo, menos a água com gás!, coloque a água com gás na coqueteleira e coe para um copo longo cheio de gelo, cheio mesmo! até a borda!

Enfeite com zest de limão e uma cereja.

4. Considerações Finais

Um coquetel simples e refrescante. Experimente com a receita, mas para o meu paladar a melhor é o coquetel batido e feito com limão siciliano.

Enfeite com os óleos aromaticos do limão e a cerejinha é pra dar um charme, além de ser um identificador visual do Tom Collins.

Não utilize refrigerantes neste coquetel antes de provar a versão que aqui apresento.

Club Soda (a Schweppes faz uma excelente) nada mais é que uma água gaseificada com alguns minerais adicionados. Para algumas pessoas ela tem um paladar mais limpo que as águas gasosas. Experimente e encontre a sua favorita.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

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Cosmopolitan – Projeto Coqueteis Clássicos

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cosmoCosmopolitan, o último clássico do século XX. O coquetel que iniciou a nova era da coquetelaria.

Este famoso coquetel segue as linhas de outros clássicos como Sidecar e Margarita e se bem feito tem um paladar mais seco com sabores elegantes. Não se engane pela cor ou pela taça.

O Cosmopolitan como conhecemos hoje é produto da nova era de coquetelaria popularizada em 1996 por Dale DeGroff. Sucos frescos e produtos premium são o que diferenciam este coquetel do que foi inventado na década de 1980 por Cheryl Cook.
A adição de Cointreau no lugar de licor de laranja barato e de suco de limão fresco no entanto foi ideia de Toby Cecchini.

Sem mais delongas

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Cosmopolitan é:

1. Vodka;

2. licor de laranja;

3. Limão;

4. Suco de Cranberry;

5. Servido em taça resfriada.

2. INGREDIENTES:

1. Vodka: Uma boa vodka, não há necessidade de utilizar uma vodka de limão;

2. licor de laranja: Novamente, produtos de qualidade geram coqueteis de qualidade;

3. Limão: limão tahiti adiciona o frescor necessário e contrasta bem com o licor de laranja;

4. Suco de Cranberry: O cranberry é uma fruta típica dos países do norte, tem sabor azedo e é difícil de encontrar no Brasil na forma de fruta. Como todo suco é composto basicamente por água, açúcar, concentrado e acído cítrico. Evite sucos que tenham adições de outras frutas como maçã, uva ou romã, basta ler o rótulo.

5. Servido em taça resfriada.

3. TÉCNICA (e receita)

COSMOPOLITAN

2 parte de Vodka

2 parte de licor de laranja

2 parte de suco de cranberry

1 parte de suco de limão

Agite e coe para uma taça previamente resfriada. Enfeite com zest de laranja flambado*.

4. Considerações Finais

A receita comum, feita com mais vodka do que licor de laranja é extremamente seca e não me agrada. Esta receita, com a mesma proporção de vodka para licor entrega um coquetel equilibrado, com menor teor alcoólico e mais sabores frutados.

Ajuste sua receita para a marca de suco e licor que for utilizar. Esta proporção é muito simples de lembrar, praticamente partes iguais (2:2:2:1).

O zest flambado ajuda também a entregar um sabor mais fresco e suave ao coquetel.
Quando bem feito esta técnica além de chamar atenção dos clientes contribui para o visual e sabor da bebida.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

* Como flambar um zest de laranja:

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Whisky Sour – Projeto Coqueteis Clássicos

Whisky Sour – Projeto Coqueteis Clássicos

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WSour2

Embora todos os coqueteis feitos no estilo sour até agora tenham um nome específico existe a possibilidade de pedir um Pisco Sour, um Cachaça Sour e qualquer destilado com o serviço sour.

Este serviço é o que diferencia um Daiquiri de um Rum Sour, por exemplo.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Sour é:

1. Destilado;

2. Açúcar;

3. Limão;

4. Clara de ovo;

5. Bitters

6. Servido em taça resfriada.

2. INGREDIENTES:

1. Destilado: Seu destilado favorito;

2. Açúcar: Na forma de Simple Syrup;

3. Limão: Em geral limão siciliano, mas limão tahiti combina muito bem com destilados não envelecidos;

4. Clara de ovo: Não se preocupe com salmonela. Utilize sempre ovos frescos (veja a “fabricação” do ovo no pente), acondicionados na geladeira e de preferência “orgânicos” (de granjas que criam as galinhas soltas). A clara de ovo é emulsificada ao ser agitada e agrega uma deliciosa textura aerada ao coquetel. Além disso, a clara de ovo suaviza os sabores do coquetel. Não se preocupe, existe clara de ovo “crua” em várias receitas de doces.

5. Bitters: Em geral utilizado como decoração para que não aconteça um possível “cheiro de ovo” no seu coquetel. Sinta-se à vontade para colocar também no coquetel.

6. Servido em taça resfriada: O gelo pode acabar destruindo a espuma criada com a clara de ovo, portanto prefiro servir sem gelo.

3. TÉCNICA (e receita)

WHISKY SOUR

4 partes Blended Scotch Whisky

(ou seu destilado favorito)

2 partes de limão siciliano

1 parte de simple syrup

1 parte de clara de ovo*

Comece com a clara de ovo, verifique se o ovo está bom e se não há cascas de ovo na coqueteleira.

O álcool e o ácido (do suco cítrico) quebram as proteínas da clara e o açúcar as recompõe. 

Sendo assim, adicione o destilado e o cítrico às claras e faça um shake sem gelo (dry shake), isto irá emulsificar a clara. Adicione o açúcar e faça mais um shake sem gelo.

(Ou adicione todos os ingredientes e faça um dry shake)

Gele o coquetel com um rápido shake (com gelo). A diluição estraga a textura obtida anteriormente.

Coe o coquetel para sua taça resfriada e decore com gotas de bitter.

Depois de tanto trabalho aproveite esta deliciosa mistura com textura de nuvens.

4. Considerações Finais

Não tema as claras de ovo. Um ovo fresco e bem feito em um coquetel feito com técnica e responsabilidade adiciona uma textura excepcional aos seus coqueteis.

Gosto dos meus Whisky Sours feitos com Whisky (Scotch).
Sinta-se à vontade para fazer os seus com WhiskEy e confirme com seu cliente qual marca ele prefere (uma maneira esperta de gerar conversa e saber se ele gosta mais de Scotch ou Bourbon).

Perfeccione sua técnica de guarnição fazendo belas artes com bitters sobre a espuma do coquetel.**

E sempre lave suas coqueteleiras com água fria após utilizar ovos. Você não vai querer ovos cozidos na sua coqueteleira não é mesmo?

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

* Como utilizar claras de ovo em um coquetel:

Ponto pras mãos lavadas após manusear o ovo.

**Seja criativo e faça belos desenhos com seus bitters sobre sua espuma:

Foto: Honestlyyum

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Sidecar – Projeto Coqueteis Clássicos

Manhattan Cocktail: part III – The Templates Project: Classics

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VieuxWe’ve already seen how to make a goddamn good Manhattan and how to put little twists to it, changing and matching spirits with fortfied wines and bitters.

The third part of every classic studied will be the breaking point where based upon the classic I’ll build observations to where the cocktail concept in case can be stretched to.

Being a spirit driven cocktail the Manhattan is meant to enhance the best in a spirit and brand.
A Manhattan-style cocktails, like the OFs can be fancied by adding a touch of accents (usually liqueurs).

Two examples are

VIEUX CARRÉ

3 parts Cognac

3 parts Bourbon

3 parts Sweet Vermouth

1 part Benedictine

2 ds Creole-style bitters

2ds Aromatic bitters

Stir & Strained into rocks glass.

Besides being a Fancy-Manhattan this cocktail uses the Vermouth Golden Ratio.

EL PRESIDENTE

6 parts Bacardi superior

3 parts Dry Vermouth

1 part Grand Marnier

Stir & Strained into chilled cocktail glass.

This recipe for the El Presidente is really awesome and the Grand Marnier gives a lovely chocolate-y note to this Dry Martini styled gem.

Merging the VGR with the Manhattan template we have the

Manhattan Golden Ratio

6 parts Spirit

3 parts Wine

1 part Liqueur

Optional bitters

And now the path to some great modifications is laid.

You can manage to make really elegant and soft cocktails by using a fine wine instead of fortified & aromatic vermouth.

Take for instance Mr.Difford’s

Left Bank Martini

6 parts Gin

3 parts Suvignon Blanc

2 parts Elderflower Liqueur

Shake & strained into chilled cocktail glass. Lemon oils.

Although being right on my face I didn’t considered until this very moment to change vermouth for a non-fortifed wine.

Sherry & Port are the usual, but a good wine with nice tasting notes can be used to implement a nice aperitif style cocktail too.

Talking about enhancing wine/vermouth notes, let’s not forget the Reversed-ratio cocktails.

One good example is this Martinez-like example

Martinez

MARTIN FILS

6 parts Sweet Vermouth

3 parts Grey Goose L’Orange

1 part Maraschino 

1 ds Aromatic bitters

Stirred & strained into chilled glass.

Having reached so far I hope to see you soon, in the last post about the Manhattan cocktail!
Saúde!

Sidecar – Projeto Coqueteis Clássicos

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sdcar

O coquetel que possivelmente inspirou a Margarita foi o Sidecar.

Sidecar é um coquetel criado em 1920 e composto por Cognac, limão siciliano e licor de laranja. A grande semelhança com a Margarita fica por conta da borda de açúcar que enfeita este coquetel.
Talvez alguém tenha pensado em adaptar esta receita com ingredientes mexicanos e chegou na receita da Margarita.
Talvez seja apenas uma história para você lembrar desta grande semelhança entre estes clássicos…

1. DEFINIÇÃO:

A definição de um Sidecar é:

1. Brandy;

2. Licor de Laranja;

3. Limão Siciliano;

4. Servido em taça coquetel.

2. INGREDIENTES:

1. Brandy: Os brandies mais famosos são produzidos na região de Cognac na França. Brandy é um destilado envelhecido de vinho. Existem excelentes brandies produzidos na região de Jerez na Espanha. Assim como existem também brandies nacionais, gregos, africanos e americanos, escolha sempre um produto de qualidade. O importante ao produzir um Sidecar é adaptar a receita para o estilo de brandy que for utilizado. Os brandies de Jerez são mais doces do que os de Cognac, por exemplo, necessitando de menos licor para equilibrar o coquetel;

2. Licor de Laranja: Também conhecido como Triple Sec ou Curaçao. Para este coquetel prefiro novamente um licor produzido com uma base neutra. Um licor de laranja produzido com Cognac acaba não trazendo todo o frescor que este coquetel necessita para balancear os complexos sabores do destilado;

3. Limão: Limão Siciliano é o ideial para este coquetel e, em geral, é o limão que combina melhor com destilados envelhecidos. É também um limão menos ácido e mais doce que o tahiti;

4. Servido em taça coquetel: Embora a borda de açúcar seja uma parte da história deste coquetel, de forma alguma ela é necessária para que o coquetel seja reconhecido. Ao fazer uma borda de açúcar tome muito cuidado para o açúcar não molhar e ficar grudando nos dedos, de preferência, faça a borda bem antes de fazer o coquetel.

3. TÉCNICA (e receita)

SIDECAR

4 partes de Brandy

2 partes de licor de laranja

1 parte de limão siciliano

Bata e sirva coado em taça coquetel previamente resfriada. Enfeite com um zest de limão siciliano ou laranja (e borda de açúcar, se desejar).

4. Considerações Finais

Em geral, uma receita “clássica” não é boa. A receita “clássica” do Sidecar é feita com partes iguais dos 3 ingredientes o que produz um coquetel extremamente azedo e que não honra o destilado base.

Esteja sempre preparado para reformular um coquetel ruim para o seu palada, e dos seus clientes. Sempre tendo em mente o que é esperado deste coquetel e sem descaracterizá-lo.

A borda de açúcar não adiciona muito ao Sidecar, um zest de limão combina muito mais com a elegência deste clássico.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

Leia também sobre outros coqueteis clássicos:

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Margarita – Projeto Coqueteis Clássicos

Margarita – Projeto Coqueteis Clássicos

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Foto: honestlyyum.com/

Foto: honestlyyum.com/

Praticamente todos os países possuem sua versão típica de um sour.

Destilado nacional, cítrico disponível e uma forma típica de adoçar.

No caso do México temos: Tequila, limão e licor de laranja.

O nome Margarita, provavelmente, vem de uma classe de sour cocktails conhecida como Daisy (margarida). Os Daisy são sours adoçados com licores ou xaropes e em algum bar servido Tequila Daisy (Tequila, limão e licor) teve-se a ideia de traduzir o nome da flor para o nome mexicano.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de uma Margarita é:

1. Tequila;

2. Licor de Laranja;

3. Limão;

4. Servido em copo com borda de sal.

2. INGREDIENTES:

1. Tequila: Devido ao forte sabor do licor de laranja prefiro utilizar um Tequila blanco, por ter os sabores típicos do destilado sem influência de madeira. Prefira Tequilas 100% agave, desta forma todo o sabor característico do Tequila será entregue ao seu coquetel. O termo 100% agave indica um destilado produzido apenas com os açúcares presentes na planta do agave azul;

2. Licor de Laranja: Também conhecido como Triple Sec ou Curaçao. Prefira os licores de laranja que não apresentam coloração, desta forma não interferindo na cor do coquetel. Por conter dois ingredientes com 40% de graduação alcoólica, eu equilibro o coquetel com um toque de Simple Syrup também;

3. Limão: Limão tahiti para entregar o sabor tropical e refrescante necessário neste coquetel;

4. Servido em copo com borda de sal: Procure por um sal não iodado e com grãos maiores, para que o sal não obstrua as papilas gustativas. Uma boa ideia também é não encrustar toda a borda com sal, dando a opção de não ter o sal para quem assim preferir. Garanta também que seu sal esteja presente apenas no exterior do copo.

3. TÉCNICA (e receita)

MARGARITA

3 partes de Tequila branca 100% agave

1 parte de licor de laranja

1 parte de Simple Syrup*

1 parte de suco de limão

Prepare seu copo com meia borda de sal**, se preparado com atencedência a aderência do sal ao copo é melhor. Resfrie seu copo e prepare o coquetel.

Bata todos os ingredientes com bastante gelo e coe para o copo previamente preparado.
Aqui existe a opção de servir em um copo baixo e com gelo (Margarita on-the-rocks, meu serviço favorito.) ou em uma taça de coquetel, resfriada e sem gelo.

4. Considerações Finais

O equilíbrio desta receita depende muito da marca do licor de laranja, existem marcas bem doces e marcas bem secas. Ajuste com o xarope de açúcar de acordo com o paladar do seu cliente.

Existem duas razões para utilizar o Simple Syrup nesta receita: a primeira é suavizar a potência alcoólica e a segunda é realçar o sabor do destilado, que muitas vezes se perde frente ao forte sabor do licor de laranja. Lembre-se este é um coquetel de Tequila, portanto o destilado deve ser presente e reconhecível.

Novamente o equilíbrio entre azedo & doce é importantíssimo. Um coquetel muito azedo pode até ser agradável ao primeiro gole, mas ao esquentar torna-se intragável. Da mesma forma, um coquetel muito doce acaba por melar a boca.

Esta proporção de 3:2:1 (ou 3:1:1:1) é super fácil de lembrar.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

* Para coqueteis batidos, prefiro utilizar um xarope de açúcar feito diferente do aprensentado para o Old Fashioned (receita “Rica”).
Simple Syurp (receita Simples)

1 parte de açúcar

1 parte de água

Misture até dissolver.

**Veja este vídeo sobre como fazer uma borda de sal:

Caipirinha – Projeto Coqueteis Clássicos

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Sempre use um copo do tamanho apropriado... Ou seu coquetel pode parecer que já foi bebido.

Sempre use um copo do tamanho apropriado…
Ou seu coquetel pode parecer que já foi bebido.

Coqueteis compostos por destilado, cítrico e uma forma de açúcar estão presentes no mundo há bastante tempo e são muito difíceis de rastrear a história.

A receita do Daiquiri lembra muito, para nós brasileiros, a receita do nosso coquetel nacional.

Talvez a Caipirinha tenha surgido, assim como o Old Fashioned, como uma forma de remédio. O limão por ser rico em vitamina C ajuda contra a gripe, o açúcar para dar energia ao corpo fraco e a Cachaça como uma forma de analgésico…
Há histórias que trazem o mel e o alho também, novamente com a ideia de um coquetel revigorante.

Mas o importante é, uma caipirinha bem feita, com bastante gelo, revigora e traz felicidade a todos que a bebem.

Segue um texto desmistificando e padronizando a receita da Caipirinha.

1. DEFINIÇÃO:

A definição de uma Caipirinha é:

1. Cachaça;

2. Açúcar;

3. Limão macerado;

4. Servido em copo com gelo.

2. INGREDIENTES:

1. Cachaça: Somente Cachaça, nada menos. E de preferência uma Cachaça de boa qualidade, afinal, um coquetel é tão bom quanto seu pior ingrediente;

2. Açúcar: Sou contra o açúcar em sua forma sólida para coqueteis. Açucar não dissolve bem com álcool ou em baixas temperaturas. Acredito que uma boa Caipirinha possa ser feita com Simple Syrup, todavia, para manter a tradição recomendo cubos de açúcar. Com os cubos fica fácil controlar a dosagem e por serem feitos de açúcar refinado a diluição acontece sem muito esforço;

3. Limão macerado: Limão tahiti é o mais comum. É recomendado parti-lo ao meio e retirar a columela (parte branca que dá estrutura à fruta), isto irá facilitar a maceração. É essencial também que não se retire a casca do limão, ali estão presentes os óleos essenciais que dão todo o tchan da Caipirinha;

4. Servido em copo com gelo: Prefiro construir minha caipirinha no mesmo copo em que vou serví-la, temperando o vidro com os óleos liberados na maceração. Prefiro também serví-la montada direto no copo, sem bater o coquetel, utilizando gelo em cubos quebrados.

Passo-a-passo

Passo-a-passo

3. TÉCNICA (e receita)

CAIPIRINHA

1 limão Tahiti (25mL de suco)

4 cubos (~10g) de açúcar

1 dose(60mL) de Cachaça

Corte o limão*. Coloque o limão no copo com a parte verde voltada para a boca do mesmo. Adicione os cubos à medida que estes forem quebrados pelo macerador. Macere** o limão o suficiente para extrair o suco.

Misture com uma colher para garantir que o açúcar foi dissolvido e prove para checar o equilíbrio entre azedo e doce. Caso a misture estaja azeda em exesso, corrija com Simple Syrup.

Complete o copo com gelo, adicione a Cachaça (de preferência gelada), misture e complete com mais gelo, caso necessário.

4. Considerações Finais

Existem vários lugares para uma Caipirinha dar errado. Seja um limão muito grande, uma colher muito bem servida de açúcar (que acabou melando o fundo do copo), uma Cachaça com gosto de carburador furado… ou um gelo molhado e pouco farto.

Entender o equilíbrio entre azedo e doce é um dos grandes trunfos de um bartender. É também um dos pontos principais para uma boa caipirinha, portanto, escolha bem seus limões (casca lisa, suculentos e não muito grandes) e cheque o equilíbrio antes de servir o coquetel.

Como prefiro fazer um coquetel “mais rústico”, montando a Caipirinha direto no copo, a temperatura do primeiro gole pode ser um problema, portanto prefiro utilizar uma Cachaça geladinha e misturar o coquetel com uma colher, tanto para integrar os ingredientes quanto para iniciar uma diluição do coquetel.

Espero que este artigo sirva para entusiastas, iniciantes e profissionais mais vividos.

Os coqueteis clássicos são a base para outros coqueteis e é de suma importância a compreensão dos conceitos e técnicas básicas para se fazer bons coqueteis.

Um clássico bem executado reflete um bartender consciente e com domínio da coquetelaria.

Saúde!

*O corte que uso para os limões é este:

“Fatie” o limão em duas direções

**Uma boa técnica dá confiança ao cliente. Veja como macerar: 

Aproveite este momento para interagir com seu cliente. E segure o copo sempre acima da base, caso o copo quebre você não irá se cortar.

Old Fashioned – Projeto Coqueteis Clássicos

Mint Julep – Projeto Coqueteis Clássicos

Manhattan – Projeto Coqueteis Clássicos

Dry Martini – Projeto Coqueteis Clássicos

Daiquiri – Projeto Coqueteis Clássicos

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